Chegada do bebê resulta em 2 horas a mais de tarefas diárias para as mães

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CA-bebes-primeiras-semanas-vida-D-732x412Para as mulheres que trabalham fora, dividem as tarefas domésticas com o parceiro e serão abençoadas com nascimento de um filho, parece que seu tempo de descanso será reduzido bastante.

De acordo com uma pesquisa publicada no Journal of Marriage and Family, de Chicago, nos Estados Unidos, as mães passam a ter duas horas a mais de atividades domésticas, mesmo depois de voltar ao escritório, contra aumento de apenas 40 minutos para os pais.

Como foi o estudo

Os diários de atividades de 182 casais foram analisados. Estes casais trabalham e dividem os afazeres da casa de maneira igual. O resultado surpreendeu, pois constatou-se que, embora homens e mulheres acreditassem que a carga de trabalho tinha aumentado muito com a chegada do bebê, era a mulher que ficava com a maior parte dos cuidados com a casa e a criança.

Conforme a coautora do estudo, Claire Kamp Dush, as razões para essa diferença de responsabilidade são complexas, mas uma delas pode ser o fato de as mães quererem controlar a quantidade de envolvimento dos pais na educação dos filhos e o que eles podem ou não fazer.  “As mulheres não devem tentar gerir a paternidade do seu parceiro. Mas os homens também precisam tomar a iniciativa e aprender tarefas de assistência à infância que sua própria socialização pode ter negligenciado”, comentou a especialista.

O mundo mudou

Mesmo que não seja o ideal, a entrada de forma determinante da mulher no mercado de trabalhe lhe trouxe maiores atividades que o homem, na maioria dos casos, durante o dia.

A explicação disso está exatamente no habito da população, pois enquanto já é normal tanto a mulher como o homem trabalharem fora suas oito ou nove horas por dia, em média, essa igualdade é muito menor em casa, quando o assunto é cuidar do lar da família. Afinal, as mulheres ainda trabalham mais nas tarefas caseiras que os homens, sendo menor o número de residências onde as atividades são igualmente divididas.

Essa “desigualdade” é ainda maior com o nascimento de uma criança, quando a mãe precisa se desdobrar para dar conta e o apoio do parceiro é determinante para que tudo ocorra da melhor maneira possível.

Fernando Cunha ©

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