Religião anda na contramão da inovação, diz estudo

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g_1434321261Um estudo publicado recentemente pelos economistas Roland Bénabou, Davide Ticchi e Andrea Vindigni, da Universidade de Princeton, nos Estados Unidos, faz uma relação entre religião x inovação.

Como funcionou o estudo

Foram utilizados dados de 5 edições da World Values Survey (1980, 1990, 1995, 2000, e 2005), um projeto de pesquisa global que explora das pessoas os valores e crenças, como eles mudam ao longo do tempo e qual o impacto social e política que eles têm. É realizado por uma rede mundial de cientistas sociais que tem sido realizado em quase 100 países.

O tri norte-americano investigou o grau de religiosidade com atitudes pró e anti-inovação. A conclusão foi de que “uma maior religiosidade é quase uniformemente e de forma muito significativa associada com visões menos favoráveis da inovação”.

Demais resultados

Em uma relação entre religião e inovação, de acordo com o estudo é mostrado que realmente não combinam. Uma pessoa considerada religiosa, que dê mais ênfase à Deus ou vá mais à Igreja, por exemplo, conta com uma tendência maior de achar que a população depende demais da ciência e que ela faz a vida mudar rápido demais.

Os autores definem as respostas como um grande quebra-cabeças, visto que referente as cinco principais atitudes pró-inovação, quatro tem uma relação negativa e significativa com alta religiosidade. A única exceção fica com o pensamento de que é importante “ter novas ideias e ser criativo”.

Estudos anteriores

Anteriormente, o trio de estudiosos havia alguns países e estados norte-americanos, a conclusão já foi de que a relação é negativa entre os níveis de religiosidade e inovação. A idéia de maior religiosidade, menor inovação é grande mesmo avaliando diversos níveis de renda e de grau de educação.

Pesquisadores de Harvard já haviam publicado em 2013 um estudo com o Ramada mostrando que a religiosidade pode atrapalhar o crescimento. Em Georgetown, um estudo apontou sobre os efeitos negativos na economia conforme o grau da liberdade religiosa.

Outro dado importante foi mostrado em 2003, quando três pesquisadores dos Estados Unidos, usando também as informações do World Values Survey, definiram que pessoas mais religiosas tendem a confiar mais no próximo, nas instituições públicas e no mercado. O estudo diz que essa confiança, assim como o medo da punição divina, pode induzir os indivíduos a agirem de forma mais cooperativa, resultando em uma maior produtividade e crescimento.

Fernando Cunha ©

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