Retribuir um sorriso é influenciado pelo status social, diz estudo

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smilePode parecer um retrocesso na convivência social, e na verdade até é. Mas o fato é que ainda há um certo preconceito quanto aos diferentes níveis e status sociais. Pelo menos, essas são as conclusões do estudo feito por Evan Carr, pesquisador do departamento de psicologia da University of California, em San Diego.

O estudo afirma que o impulso de devolver, ou não, um sorriso de outra pessoa parece depender, em parte, de quão poderosa uma pessoa se sente e também do status social da pessoa que sorriu primeiro.

Como foi a pesquisa

55 participantes fizeram parte da pesquisa escrevendo textos que relatassem acontecimentos agradáveis e desagradáveis de suas vidas. No fundo, o objetivo era induzir no autor do texto sentimentos de poder ou de falta de poder.

Depois de escrever os textos, os voluntários assistiram a vídeos alegres ou tristes mostrando pessoas de status alto ou baixo. Enquanto os participantes assistiam aos vídeos, a equipe mediu as respostas de dois músculos em seus rostos: o zigomático maior (conhecido como o músculo do sorriso) e o corrugador do supercílio (o músculo que franze a testa).

Como foram os resultados

007b9a3cEstas análises permitiram que os pesquisadores avaliassem as mudanças faciais dos participantes, revelando que indivíduos que se sentiam poderosos, apresentaram pouco movimento no músculo do sorriso ao assistirem os vídeos felizes de personagens de alto status.

Estes mesmos participantes que se sentiam poderosos, ativaram mais os músculos do sorriso ao verem os vídeos mostrando pessoas felizes, mas de baixo status social.

No grupo de pessoas que se sentiam pouco poderosas, o padrão mudou. Com elas o músculo do sorriso se mostrou presente tanto em vídeos felizes de pessoas poderosas como de pessoas de status social mais baixo. A conclusão foi de as pessoas que se sentiam pouco poderosas tinha maior inclinação a sorrir para todos.

Quanto ao músculo que franze a testa, ele teve mesmo grau de incidência em todos os participantes.

Em resumo, aqueles que não se sentem poderosos tendem a manifestar o sorriso e devolve-lo para qualquer pessoa, independente de seu status social. Já para indivíduos que se sentem poderosos, eles acabam reprimindo seu impulso de imitar (retribuir) o comportamento do outro e sorrir de volta, principalmente se esse possui status elevado.

“Já foi demonstrado que a imitação ajuda a construir relacionamentos. Esses resultados mostram como as hierarquias sociais com frequência se formam com rapidez, eficiência e sem que as pessoas deem conta”, disse o autor do estudo, Evan Carr.

Fernando Cunha ©

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