O Front Man Nosso de Cada Dia

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Além da música de qualidade que vem se tornando cada vez mais técnica e detalhada em sua excelência, o Heavy Metal desde os tempos áureos trabalha muito bem com a imagem.
Tanto bandas mais pesadas como Canibal Corpse e Enthroned, que usam o sangue e capas fortes de discos, como Immortal, Dimmu Borgir e o próprio Enthroned, da ala pintada, ao estilo infernal já tem como suas marcas registradas estas imagens, que condizem com a do Black e Hard Thash Metal geralmente. Além do bom som, a idéia publicitária passada pelas bandas fazem com que essa identificação reflita no consumidor de sua música que associa a imagem ao estilo.
Exemplos semelhantes podem ser vistos em bandas de Heavy Metal Melódico, por exemplo, que também angariaram um estilo próprio a imagem, mas neste caso, assim como o Gothic Metal comercial, a referencia faz parte constantemente ao vocalista, o famoso Front Man. Em bandas de Metal Melódico, como Angra, Shaman, Stratovarius, Helloween, entre muitas outras, fomos acostumados a ver o vocalista de rosto bonitinho, chapinha no cabelo e ao estilo bom moço. Assim, como em várias bandas de Gothic Metal, como Lacuna Coil, After Forever, Theater Of Tragedy, Tristania e Flowing Tears, por exemplo, mesmo que nenhuma delas tenham sido iguais, são todas extensões do Gothic Metal, a maioria delas da parte comercial do estilo, mas todas as bandas com vocalistas femininas, bonitas e gostosas.
Exatamente a mesma coisa acontece com as bandas chamadas oitentistas, como o Manowar, o Accept e o Virgin Steele, por exemplo, todos com o estilo “tachinha”, adotado pelo Judas Priest também, e vocalistas ao estilo machão, parodiados pela baboseira Massacration. Nesta mesma época ainda podemos citar o Glam Rock, popularmente conhecido como Rock Farofa, encabeçados por Poison e Twisted Sister, onde maquiagens e laques comiam solto.
Outro estilo bem pragmático é o Horror Metal, encabeçados por Gwar e Lordi, que misturam guitarras barulhentas, mascaras e demais artifícios dos filmes B’s, mais um estilo que dita suas modas no mundo do Metal. Se bem que agora virou moda até uma espécie de Death Metal White arrumadinho, basta por o Melodic na frente e tcharan! Nasce o In Flames.
A única imagem que será difícil ser trocada é a do glorioso Hudson Cadorini, que mesmo em um disco com ótima capa e participações de Andréas Kisser, ex-Sepultura e Ivan e Adria Busic, do Dr. Sin, ainda demorará a ser engolido pelos headbangers, vide sua imagem sertaneja.
O que importa nisso tudo é que a imagem passada pela banda ou pelo estilo é muito importante, tamanha é a divulgação que ela pode render, afinal, quem não relaciona rostos pintados ao Kiss, King Diamond ou a titia Alice Cooper?!
Texto de Fernando Cunha ©

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